
Uma pessoa só vê o que quer ver. Por isso, às vezes basta apenas abrir os olhos e ver aquilo que está mesmo ali, diante dos nossos olhos. Por vezes é preciso observar bem, estudar bem sobre aquilo que se vê, ter cuidado e não tirar conclusões precipitadas. Em outras nem por isso, nessas outras nem precisamos de estudar o que vemos pois é mesmo aquilo que está ali, nu e cru, diante de nós, mas como em muitas situações aquilo que vemos não nos agrada preferimos nem ver, se é que me entendem...
E nós só não vemos as coisas quando não queremos, porque elas estão sempre por perto, estão sempre lá, ou quase sempre. É como o amor, ele está sempre por perto, a tentar caçar um aqui e outro ali, sem dar muito nas vistas. E a verdade é que não dá nas vistas, mas ao mesmo tempo dá, porque nós não o vemos, mas toda a gente fala dele, principalmente aqueles que são caçados por ele.
O amor, o amor é um daqueles casos que não dá para se dizer que se veja, porque na realidade não se vê, sente-se. Assume todas as formas, todos os feitios, dá-nos pistas, dá-nos sinais e dá-nos provas que existe e que está por perto, e é isso mesmo que nós temos de ver, esses pequenos detalhes, pois são eles que nos levam até ao encontro dele, e se tivermos a capacidade de detectar esses pequenos grandes pormenores podemos encontrá-lo. E depois, quando o vemos sabemos que é aquilo o amor.
E a partir daí, o olhar passa a ter algo de especial. ♥