terça-feira, 13 de maio de 2014
dor...
E mesmo morrendo de medo eu posso produzir, parei tudo o que fazia para escrever. O meu peito está a gritar alto demais, impossível de ignorar. Recorro a mim na esperança de ser o melhor refúgio, mas nem sempre sou o suficiente para mim mesma. Encho-me de lágrimas. Não sei dizer do que preciso, só sei que sou incapaz de me proporcionar a isso, e chateio-me comigo própria. Os problemas estão a desviar a minha atenção da vida, e não é caso para menos. O meu coração bate acelerado, a dor persiste, a ausência dói, o silêncio magoa, e sinto-me sozinha. Acordo só, sem o teu mimo, sem ti. O sangue que me corre nas veias tornou-se frio, estou fria, completamente gelada. Tremo por dentro, e isso nota-se por fora. Sinto arrepios ao lembrar-me de tudo o que fazia contigo, e que agora já não posso fazer. A saudade não mata, mas corrói.
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